Amanhã está sendo um dia lindo.
Sinestesia da saudade
A. de Lima | 11:40 | | 16 comentários
Carol, Ana, Carolina
A. de Lima | 22:22 | | 5 comentários
Atlantis Futebol Clube
A. de Lima | 11:19 | | 1 comentários

Eis que nasceu um laço
Que traço
E desfaço
E refaço
E abraço
No adormecer de cada semana.
Do verde-grama fiz meu campo de batalha
Do vermelho-sangue fiz da minha veste a malha
Do branco-riso fiz do irmão o conforto à falha.
A marcha uniforme dos vossos pés me direciona
Tomo o mundo ao couro, ao fulgor que vem à tona
A cada instante de suor fraterno que ao peito emociona
Da minha vida em guerra faço à fraternidade a dona.
Eis que à unidade caminhamos, do triunfo ao espinho
Eis que à derrota amarga a amizade fez o doce vinho
Eis que à frota a proteção traja o escudo azul-marinho
Eis que ao vosso lado nunca andarei sozinho.
Amor daltônico
A. de Lima | 09:02 | | 10 comentários
Dê-me o verde maduro dos teus olhos
Para que eu ofusque o frio do céu cinzento
Com o negro de teus cachos coloro o vento
Com a água dos teus lábios aos meus molho.
Co’a vermelhidão de tua face nua eu me aqueço
E na brancura dos teus pés úmidos me deito
Na pequenez desses pezinhos me deleito
Na brandura de teus beijos estremeço.
O bálsamo destilado de teu hálito respiro
No azul de tuas mãos espalmadas eu navego
E à candura de teu sorriso ressoado eu me entrego
Banhado pela mirra de teus dedos eu transpiro!
Diego
A. de Lima | 11:47 | | 7 comentários
O sal que sai do sol solda minha pele
Camuflada por passos, vozes e dióxido de carbono
Sorrio. Dentes brancos, pretos, amarelos
Quanto dente torto, meu Deus! Me exclamam os carros.
Mas meu sorriso frouxo nem responde nada.
Moedas caem de medo, moedas vêm em segredo
Titilam, brilham, gritam!
E o vermelho se faz verde,
E no verde da grama deito
E lembro que todos os dias eu sou esquecido.
Minha identidade está em minhas mãos,
Banhadas de teu doce açúcar,
De meu açúcar amargo,
De tua carne vermelha
Salgada pelo suor
De minha carne crua e encardida
Vendida a centavos
Que meus dedos já não podem mais contar.
O vidro que te esconde fez-se espelho
Mostrou a minha cara, a cor de minha fome
Do cinza das nuvens fiz meu teto,
Do pano sujo que carrego fiz meu nome.
